Mário Patrão quarto na Original by Motul

MOTOCICLISMO ❯ TODO-O-TERRENO EDITOR EXECUTIVO

Apesar de fortes dores, resultantes da queda sofrida na véspera, Mário Patrão conseguiu completar a oitava etapa do 44º Rali Dakar e ser o quarto mais rápido na classe Original by Motul – para pilotos que correm sem assistência –, conseguindo assim ascnder à sexta posição da mesma competição. Nos 395 quilómetros cronometrados, para além dos 435 de ligaão que a tirada compreendia, o campeão nacional de rally-raid conseguiu superar as várias dificuldades que o percurso comportava, ainda assim menos que no de domingo.

“A etapa tinha pistas bastante rápidas e muito variadas. Menos pedras que no dia anterior. O dia foi pautado por estradões e mais de 90 km de dunas. No total foram 800 km muito rápidos. Iniciamos sempre de noite, o que até amanhecer carrega perigos escondidos, que é preciso contornar. Senti-me confortável, apesar de ter a mão maltratada da queda de ontem, mas faz parte do Dakar, a superação da dor e no cansaço. É por isso que esta prova é considerada a prova mais dura. Tens que te levar a um limite que muitas vezes nem tu conheces. A moto ficou impecável e as ferramentas BAHCO foram imprescindíveis para solucionar os problemas em pouco tempo”, referiu Mário Patrão à chegada ao bivouac. Para o dia seguinte o piloto de Seia tinha pela frente uma jornada de 287 km cronometrados, em forma de loop, com início e fim em Wadi Ad-Dawasir. A etapa começa mais tarde do que o normal para manter em prova os pilotos que chegaram mais tarde no dia de hoje. A esta altura do rali, a resistência dos concorrentes e das suas máquinas serão um fator decisivo.

A presença de montanhas, seguidas de trilhas que serpenteiam pelos desfiladeiros exigirá uma abordagem diferente. Apesar de haver menos areia, esta etapa ainda é difícil, até pela navegação.

Share this Post